“Certo homem de destaque perguntou a Jesus: — Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Jesus respondeu: — Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. Você conhece os mandamentos: ‘Não cometa adultério’, ‘não mate’, ‘não furte’, ‘não dê falso testemunho’, ‘honre o seu pai e a sua mãe’. Então o homem disse: — Tudo isso tenho observado desde a minha juventude.” (Lucas 18.18-21)
Se alguém perguntasse por que Deus deveria aceitar você, qual seria sua resposta? Talvez dissesse: “Não sou perfeito, mas procuro fazer o bem. Nunca matei nem roubei e tento cumprir meus deveres”. Essa resposta parece humilde, mas revela a perspectiva de que somos bons o suficiente em comparação aos outros e até aos olhos de Deus.
O homem que procurou Jesus pensava assim. Ele era respeitado, religioso e estava sinceramente preocupado com a salvação. Sua pergunta era importante, mas as primeiras palavras demostravam o problema: “Que farei para herdar a vida eterna?”. Ao contrário das crianças, que nada tinham para oferecer, ele chegou com as mãos cheias de obediência , esperando saber o que ainda precisava fazer.
Antes de dizer o que faltava, Jesus mostrou que ele não compreendia quem estava diante dele: “Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus”. Jesus não estava negando sua bondade. Estava levando aquele homem a pensar no significado do que havia dito. Se somente Deus é bom, quem era Jesus? E quem poderia afirmar que é bom o suficiente diante dele?
Jesus então mencionou alguns mandamentos. O homem respondeu sem hesitar: “Tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. Ele olhava para a lei como uma lista de pecados graves que não havia cometido. Não percebia que os mandamentos também alcançam os pensamentos, os desejos e as intenções do coração.
Podemos incorrer no mesmo engano. Olhamos para pessoas que consideramos piores e concluímos que nossa vida não está tão ruim. Confiamos no que fazemos – no fato de frequentarmos a igreja, cumprirmos nossos deveres e não praticarmos certos pecados. Mas a pergunta não é se somos melhores do que alguém. A pergunta é se somos bons como Deus é e segundo o padrão dele. Diante do Senhor, nenhum de nós tem boas obras suficientes para apresentar.
Somente Jesus cumpriu perfeitamente a vontade de Deus. Mesmo sem pecado, entregou a própria vida na cruz e recebeu o castigo de pecadores como nós. A vida eterna não é concedida a quem consegue provar que é bom, mas a quem reconhece seu pecado e confia somente na bondade de Cristo.
Ninguém é bom o suficiente para conquistar a vida eterna, mas Cristo é um Salvador suficiente para concedê-la. Você confia no que tem feito ou no que Jesus fez por você?


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