“Traziam também as crianças a Jesus para que ele as abençoasse, mas os discípulos, ao verem isso, os repreendiam. Jesus, porém, chamando as crianças para junto de si, disse: — Deixem que os pequeninos venham a mim e não os impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus.” (Lucas 18.15-16)

Quando uma criança interrompe a conversa dos adultos, quase sempre ouve: “Agora não; espere um pouco”. Isso porque há assuntos importantes sendo tratados. Muitas vezes, podemos fazer algo parecido em relação à vida espiritual: outras atividades parecem mais urgentes, e conduzir os pequeninos a Jesus acaba ficando para depois. Mas será que alguém pode ser pequeno demais para ser levado a Jesus?

Lucas conta que algumas pessoas levavam crianças para que Jesus as abençoasse. Algumas eram tão pequenas que precisavam ser carregadas. Alguém teve de tomá-las nos braços e conduzi-las até o Senhor. O desejo daqueles que as levaram era simples: queriam que os pequeninos estivessem perto de Jesus e fossem abençoados por ele.

Os discípulos, porém, os repreendiam. Por quê? Talvez estivessem preocupados com a viagem, pensassem que Jesus estivesse ocupado demais ou considerassem as crianças pouco importantes. O texto não explica o motivo, mas o resultado foi o mesmo: enquanto algumas pessoas se esforçavam para levar os pequeninos a Jesus, os discípulos dificultavam sua chegada até ele.

Jesus agiu de modo diferente. Chamou as crianças para junto de si e ordenou que não as impedissem. Mesmo tendo outras preocupações e uma missão importante a cumprir, dedicou tempo para recebê-las. Para Jesus, ninguém era pequeno demais ou insignificante demais. Se amamos o Senhor, também devemos amar os pequeninos e desejar que estejam perto dele.

É fácil dizer que jamais impediríamos uma criança de buscar Jesus. Contudo, ninguém precisa fazer isso de propósito. Basta não ter tempo. Quando a leitura da Bíblia é sempre adiada, a oração é esquecida, o culto se torna secundário e outras prioridades ocupam todo o espaço, deixamos de conduzir os pequenos ao que mais importa.

E os “pequeninos” não são apenas as crianças. São todos os que precisam ser conduzidos a Jesus: seu filho, seu vizinho, seu colega, seu pai idoso e você mesmo. Assim como uma criança pode ser impedida de chegar a Cristo, você também pode se privar da comunhão com ele quando sua vida espiritual fica sempre para depois. Não importa há quanto tempo conhece o Senhor: você nunca deixará de precisar de Jesus.

Não podemos salvar ninguém, mas podemos levar uns aos outros ao único que salva. O mesmo Jesus que recebeu aquelas crianças entregou a própria vida para salvar pecadores como nós e continua a nos chamar para perto dele. Muitas vezes, faz isso por meio de alguém que nos lembra do evangelho e nos conduz novamente aos pés do Salvador.

Ninguém é pequeno demais para ser levado a Jesus, nem maduro demais para deixar de precisar dele. Quem você tem deixado para depois?

Timóteo Klein Cardoso

Timóteo Klein Cardoso é pastor da Igreja Presbiteriana de Rudge Ramos (São Bernardo do Campo/SP), ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 2017, colaborador na produção editorial da Cultura Cristã desde 2016 e editor desde 2022. É bacharel em Ciência da Computação (MACKENZIE), bacharel em Teologia (JMC) e mestre em Ciências da Religião (UMESP). É casado com Adelaide e pai de Sarah e Isaque.

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Timóteo Klein Cardoso é pastor da Igreja Presbiteriana de Rudge Ramos (São Bernardo do Campo/SP), ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 2017, colaborador na produção editorial da Cultura Cristã desde 2016 e editor desde 2022. É bacharel em Ciência da Computação (MACKENZIE), bacharel em Teologia (JMC) e mestre em Ciências da Religião (UMESP). É casado com Adelaide e pai de Sarah e Isaque.

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