“Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas. Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão condenação sobre si mesmos.” (Romanos 13.1-2)

Quando as eleições se aproximam, é possível que renovem-se as expectativas de mudança. Esperamos governantes honestos, leis justas e melhorias na saúde, na educação, na economia e na segurança. Mas, infelizmente, não é sempre assim. O que acontece quando não confiamos em quem governa? Como lidar com autoridades envolvidas em corrupção, injustiças e disputas pelo poder?

Paulo escreveu aos cristãos que viviam em Roma, debaixo de autoridades pagãs e hostis à igreja. Mesmo assim, afirmou que não existe autoridade que não proceda de Deus. Isso não significa que Deus aprove tudo o que os governantes fazem, mas que a autoridade que possuem vem dele e está sujeita ao seu governo. Nenhum governante que ocupa essa posição está fora do alcance do Deus soberano. Na verdade, inevitavelmente, eles cumprem o seu propósito.

O exemplo mais impressionante disso aconteceu na condenação de Jesus. Herodes, Pôncio Pilatos, os gentios e o povo de Israel se uniram contra Cristo e foram responsáveis pela maior injustiça da história, o pecado mais vil já cometido no mundo. Contudo, fizeram o que a mão e o propósito de Deus haviam determinado (At 4.27-28). Eles agiram com maldade, mas nem o pior dos pecados poderia impedir Deus de nos salvar!

Bons governantes podem fazer muito bem, e maus governantes podem causar muito sofrimento. Mas nenhum deles pode mudar o coração humano. Por isso, honre as autoridades, cumpra seus deveres e participe com responsabilidade da vida do seu país, mas não deposite nos governantes a confiança que pertence somente a Deus.

Os governantes podem frustrar nossas expectativas, mas não podem frustrar os propósitos de Deus. Você tem olhado mais para quem governa o país ou para aquele que governa os governantes?

Timóteo Klein Cardoso

Timóteo Klein Cardoso é pastor da Igreja Presbiteriana de Rudge Ramos (São Bernardo do Campo/SP), ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 2017, colaborador na produção editorial da Cultura Cristã desde 2016 e editor desde 2022. É bacharel em Ciência da Computação (MACKENZIE), bacharel em Teologia (JMC) e mestre em Ciências da Religião (UMESP). É casado com Adelaide e pai de Sarah e Isaque.

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1 comentário

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  • Por mais boas intenções e discursos agradaveis que os governantes possam ter, só farão o permitido por Deus, pois Deus tem seus propósitos, e nada será mudado, mesmo quando o resultado final não for satisfatório ou agradavel ao querer humano, sabemos que a vontade de Deus é soberana e Deus cumpre independente da vontade humana. Devemos manter nosso relacionamente com Deus cada dia mais estreito para conhecê-lo cada vez mais e confiar que tudo que ele determina para nós é p/nosso bem, e o nosso bem não é aquele que vislumbramos aqui momentaneamente, e sim aquele que preserva nosso futuro junto à ele, que ele nos permita aprender e confiar

    cada vez mais, e sermos consistente no aprendizado desse Deus Soberano e imutavel.

Timóteo Klein Cardoso

Timóteo Klein Cardoso é pastor da Igreja Presbiteriana de Rudge Ramos (São Bernardo do Campo/SP), ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 2017, colaborador na produção editorial da Cultura Cristã desde 2016 e editor desde 2022. É bacharel em Ciência da Computação (MACKENZIE), bacharel em Teologia (JMC) e mestre em Ciências da Religião (UMESP). É casado com Adelaide e pai de Sarah e Isaque.

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