“Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Você quer viver sem medo da autoridade? Faça o bem e você terá louvor dela, pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal.” (Romanos 13.3-4)

Há uma grande diferença entre servir em um cargo público e servir-se dele. O poder que pode ser usado para promover a justiça, proteger as pessoas e combater o mal também pode servir a interesses pessoais, favorecer amigos e perseguir adversários. Afinal, para que Deus concede autoridade aos governantes?

Paulo responde afirmando que a autoridade é “ministro de Deus para o seu bem”. Isso significa que governar não é um privilégio concedido para benefício próprio, mas um serviço que deve ser prestado diante de Deus em favor das pessoas. Ele instituiu o governo para promover o bem, conter o mal e exercer justiça.

Contudo, a realidade no mundo parece ser cada vez mais invertida. Muitas vezes, quem procura fazer o bem é ridicularizado ou punido, enquanto pessoas desonestas parecem prosperar. Quando uma autoridade recompensa o mal e prejudica quem faz o bem, deixa de cumprir a função que recebeu. Ainda assim, a injustiça dos governantes não muda aquilo que Deus espera deles nem aquilo que espera de nós. Devemos continuar praticando o bem, mesmo quando isso não traz reconhecimento ou vantagem.

Se você tem o direito de votar, exerça essa responsabilidade diante de Deus. Não escolha apenas por simpatia, interesse pessoal ou identificação partidária. Considere quem demonstra compromisso com a justiça, responsabilidade com os recursos públicos e preocupação verdadeira com o bem das pessoas. Não se esqueça de que nenhum candidato cumprirá perfeitamente esse ideal.

Jesus, porém, mostrou de modo perfeito o que significa servir: ele “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45). Cristo deu a vida para salvar pessoas que, como nós, naturalmente preferem servir a si mesmas. Quem segue esse Rei deve aprender com ele a usar o que recebeu para o bem do próximo e para a glória dele.

Deus não concede autoridade para que os governantes sirvam a si mesmos, mas para que sirvam ao bem. Ao escolher quem governará, você tem considerado o que Deus espera de um governante?

Timóteo Klein Cardoso

Timóteo Klein Cardoso é pastor da Igreja Presbiteriana de Rudge Ramos (São Bernardo do Campo/SP), ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 2017, colaborador na produção editorial da Cultura Cristã desde 2016 e editor desde 2022. É bacharel em Ciência da Computação (MACKENZIE), bacharel em Teologia (JMC) e mestre em Ciências da Religião (UMESP). É casado com Adelaide e pai de Sarah e Isaque.

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Timóteo Klein Cardoso é pastor da Igreja Presbiteriana de Rudge Ramos (São Bernardo do Campo/SP), ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 2017, colaborador na produção editorial da Cultura Cristã desde 2016 e editor desde 2022. É bacharel em Ciência da Computação (MACKENZIE), bacharel em Teologia (JMC) e mestre em Ciências da Religião (UMESP). É casado com Adelaide e pai de Sarah e Isaque.

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