“Portanto, é necessário que vocês se sujeitem à autoridade, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.” (Romanos 13.5)
Nem toda decisão do governo será justa ou contará com a nossa aprovação. Algumas podem contrariar nossos interesses; outras, nossas convicções. Em tempos de polarização, é fácil tratar qualquer discordância como motivo para desobedecer. Mas discordar de uma autoridade significa que estamos livres para deixar de nos submeter a ela?
Paulo ensina que a submissão não deve acontecer apenas pelo medo de uma punição, mas por dever de consciência. O cristão não obedece somente quando concorda ou quando existe fiscalização. Ele procura fazer o que é certo porque vive diante de Deus. A consciência cristã não nos torna independentes das autoridades; ela nos mantém submissos ao Senhor que as instituiu.
Entretanto, nenhuma autoridade humana é absoluta. Quando os apóstolos foram proibidos de falar sobre Jesus, responderam: “É mais importante obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29). Esse é o limite: quando uma autoridade ordena o que Deus proíbe ou proíbe o que Deus ordena, devemos obedecer a Deus. Ainda assim, os apóstolos não agiram com violência nem usaram sua fé como pretexto para a rebeldia. Eles aceitaram o sofrimento e continuaram anunciando Cristo.
A coragem deles estava no evangelho. Jesus, morto por autoridades humanas, foi ressuscitado e exaltado por Deus como Príncipe e Salvador, para conceder arrependimento e perdão (At 5.30-31). Os apóstolos não sofreram por uma preferência política, mas por fidelidade ao Rei que os havia salvado. Quem pertence a Cristo deve respeitar as autoridades sem colocá-las no lugar de Deus e permanecer fiel mesmo quando a obediência ao Senhor tiver um preço.
O cristão se sujeita às autoridades, mas sua consciência pertence a Deus. Sua resistência nasce da fidelidade a Cristo ou apenas da dificuldade de aceitar aquilo de que você discorda?


Adicionar comentário